sexta-feira, 31 de maio de 2013

O ABC DA FRASQUEIRA: Capítulo IX - O presidente era o homem dos sete instrumentos

O presidente contratava, dispensava, treinava, pagava os salários, empregava jogadores em suas duas lojas na Ribeira ( a de sapatos e tecidos "Vicente Farache Netto" e uma joalharia), além de hospedar e alimentar os atletas em dias das partidas, e ainda, comprar o material de treino e de jogo. Para isso, contou com a ajuda dos quatro irmãos, principalmente de Antônio, o Tonho Farache, que com o seu antigo "Ford" transportava os jogadores para onde fosse necessário. Mas, sem dúvida, o grande lastro de Vicente Farache foi a sua esposa, a chilena Maria Lamas Farache (filha do casal de palestinos Elias e Mercedes Lamas radicalizado no Chile) que por amor ao marido entregou-se de corpo e alma à causa   ABCdista. "Tinha o jeito de um italiano carrancudo, mas era gentil. Só não falasse mal do ABC na frente dele, aí virava um bicho. Ele vivia para o CLUBE. Mas dona Maria era quem cuidava de tudo dele e também fazia muito pelo ABC", diz Maria Clotilde da Costa Rodrigues, a dona Clotilde, que por 18 anos, de 1937 a 1955, trabalhou na Relojoaria Farache, na Ribeira, pertencente aos irmãos Farache. Próximo capítulo: Amor incondicional pelo ABC.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O ABC DA FRASQUEIRA: Capítulo VIII - Retornando a Natal em 1928

Retornando a Natal em 1928, afasta-se definitivamente dos "gramados" (Se é que existiam à época), para dedicar-se exclusivamente à condição de dirigente. Nessa função ganha notoriedade, merecendo o título de patrono do CLUBE, devido à sua abnegação e despreendimento. Como diretor técnico conquista o "Deca-campeonato Potiguar" de 1932 a 1941. Também foi responsável pela vinda de grandes jogadores para o ABC, entre os quais, Xixico (Primeiro grande jogador do ABC, vindo do Ceará), Dequinha e o grande ídolo Jorginho Tavares (Ambos de Mossoró), segundo o pesquisador Newton Alves. Ele não se limitou apenas, à condição de diretor técnico. Tamanho era o seu amor pelo CLUBE, que fazia questão de chamar para sí todas as responsabilidades. "Acredito que os presidentes do ABC, durante o período em que o doutor Vicente esteve presente no dia a dia do CLUBE, achavam isso muito bom, por ele tomar à frente dos problemas", revela o pesquisador natalense, Luiz G. M. Bezerra. Próximo capítulo: O presidente era o homem dos sete instrumentos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

BLOG ESPECIAL: Uma música para Copa do Mundo de 2014

BRASIL,TERRA ADORADA, uma música composta para incentivar e fazer o chamamento para os futuros jogos da Copa do Mundo de 2014, especial da torcida brasileira. No próximo mês de junho, teremos o início da Copa das Confederações, que será uma grande oportunidade para que possamos apoiar nossa SELEÇÃO. Para escutar esta música, é necessário acessar:www.clubedoscompositores.com.br/otamiporpino.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O ABC DA FRASQUEIRA: Capítulo VII - Amor pelo ABC acima de tudo

A história do ABC Futebol Clube, deve obrigatoriamente, dispensar um capítulo à parte ao casal Vicente Farache Netto (1902-1967) e Maria do Rosário Lamas Farache (1906-1949). Ambos foram, sem dúvida, o esteio do Clube por quase 15 anos, enquanto foram casados de 1935 a 1949,  ano da morte de Maria Lamas. Nesse período, o casal protagonizou um intenso caso de amor com o Mais Querido. O natalense Vicente Farache (filho do italiano José Farache e da brasileira Maria Carmina Farache) sempre teve uma condição financeira privilegiada, pelo fato de seu pai ser um comerciante de prestígio em Natal, no início do século XX. Aos 18 anos foi ponta direita (bastante limitado) do time que conquistou para o ABC o primeiro título de Campeão Potiguar. Vendo que não tinha muito jeito para a bola, voltou-se para o comércio, além de embarcar para o Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de Direito em 1927. Anos depois foi promotor público em Natal, e membro do Tribunal Regional Eleitoral/RN. Próximo capítulo: Retornando a Natal em 1928.